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terça-feira, 12 de maio de 2009

CDHU vai instalar 15 mil aquecedores solares em novos conjuntos habitacionais em todo o Estado

Companhia licitou equipamentos para as novas casas que estão em construção e amanhã assina em São Paulo acordo com seis empresas que fornecerão o produto; medida vai reduzir consumo de energia e o valor das contas de luz, além de contribuir com o meio ambiente

A  Companhia  de  Desenvolvimento  Habitacional  e  Urbano (CDHU) assina amanhã,  dia 7, acordo com seis empresas fabricantes de aquecedores solares para  fornecimento  de 15 mil kits do equipamento. Eles serão instalados em casas  que  estão sendo construídas em diversos municípios do Estado. Desde 2007,  a  CDHU  incluiu o item nos projetos de moradias de interesse social com  o  objetivo  de  reduzir as despesas dos mutuários com a conta de luz, economizar energia, principalmente nos horários de pico, e contribuir com a sustentabilidade ambiental.
 

Em  março,  a  Companhia  realizou  processo de licitação, na modalidade pregão,  que selecionou seis empresas para fornecer os equipamentos para as regiões   de   Presidente  Prudente  (2.631  unidades),  Campinas  (2.423), Araraquara  e  Ribeirão  Preto (2.191), Baixada Santista, Vale do Paraíba e Sorocaba  (2.494),  Bauru  e  Marília  (2.979), Araçatuba e São José do Rio Preto  (2.312  unidades).  A  concorrência originou uma “Ata de Registro de Preço”  que  poderá  ser utilizada pelas prefeituras conveniadas com a CDHU para a construção de moradias pelo Programa Parceria com Municípios.
O  gestor  de Eficiência Energética da CDHU, Eduardo Baldacci, diz que a economia  na  conta  de  luz  do  morador  com  a  instalação  dos  kits de aquecimento  solar, estimada em cerca de 30%, reduzirá também a demanda por energia  elétrica  nos  horários  de  pico,  contribuindo diretamente com a preservação do meio ambiente. “Além de reduzir a conta de luz do usuário, a CDHU  está  contribuindo  para reduzir a necessidade de instalação de novas usinas,  impedindo  as  inundações  e  o  impacto  ambiental causados pelas hidroelétricas,  bem como a queima de combustíveis fósseis e a poluição, no caso  da  termoelétricas. Além disso, o dinheiro economizado pelos usuários vai movimentar e ‘aquecer’ a economia local,”, defende Baldacci.
O  kit  gerador  de  energia  solar para aquecimento da água do chuveiro possui  dois  componentes  básicos:  o  coletor e o reservatório térmico. O coletor  é  instalado  sobre  o  telhado  e  para  absorver o calor. A água aquecida  é  armazenada no reservatório térmico. Para permitir a instalação do equipamento, a CDHU adaptou  os projetos de seus modelos de casa.
Os  moradores  não  terão  nenhum  ônus  pela  melhoria.  Isso porque as prestações  da  CDHU  são calculadas de acordo com a renda dos mutuários, e não  com  o  valor  do  imóvel.  Quanto  à  necessidade  de  manutenção dos aquecedores,  as  empresas  fornecedoras dão garantia de 5 anos e asseguram que a vida útil dos equipamentos é de  20 anos.
Desde  2007,  a  CDHU  está investindo na produção habitacional e urbana sustentável  com  responsabilidade  social para assegurar a conservação dos recursos  naturais.  Por  isso,  o  edital do pregão exigia uma economia de 142,6  kW/mês  por  residência  como  uma das condições da concorrência. As empresas  vencedoras tem agora um prazo de 15 dias para apresentar um Plano de Medição e Verificação (PMV), no qual deverão detalhar como essa economia será  obtida.  A  CDHU,  por  sua vez, vai verificar, durante um ano, se os equipamentos  atendem  às  especificações.  “Os  que  não atenderem a regra deverão  ser  substituídos”,  diz  Eduardo  Baldacci. A instalação dos kits começam logo após a entrega dos PMVs.
Conjuntos antigos já estão sendo beneficiados - Além da compra dos novos kits  de aquecimento solar, em 2008 a CDHU assinou protocolos de cooperação com  as  distribuidoras  Bandeirante Energia e CPFL Energia. Pelos acordos, serão  doados de 10.800 aquecedores solares a serem instalados em conjuntos já entregues pela Companhia. As medidas contidas nesses protocolos estão de acordo   com  o  Programa  de  Eficiência  Energética  (PEE),  previsto  na legislação  em  vigor  e  nas  resoluções  da  Agência  Nacional de Energia Elétrica  (Aneel)  que  regulamentam  a  matéria.  Além  da  instalação dos equipamentos, preveem, por exemplo, campanhas educativas e de divulgação.
Compra  em  larga escala diminui custo ? A prática da compra de material em  larga  escala  gera  uma  economia  substancial  à CDHU. Em 2008, foram licitados  um  milhão  de  metros  quadrados  de  pisos  e  azulejos, e foi registrada  uma  ata  de  preços  para  compra  de  estruturas metálicas de cobertura,  para  substituir  a  madeira  utilizada  nos  telhados. Segundo Abukater  Neto,  a  medida  é  parte de uma nova política implementada pelo Estado  para a construção de moradias populares e representa uma mudança de paradigma  na  construção  civil.  “Com esses pregões, obtemos bons preços, qualidade  e  agilidade  na  compra de materiais de construção”, defende. A CDHU  pretende  abrir  concorrência  para  aquisição  de caixilhos, portas, louças e metais, kits hidráulicos e elétricos.
Ações  sustentáveis  na  área  da  habitação  de  interesse  social  - A Secretaria  de  Estado  da Habitação vem adotando uma série de medidas para que  seus  conjuntos  habitacionais  sejam  ecologicamente  sustentáveis. A exigência  de  certificação  para  a  madeira utilizada na construção e sua substituição  por  metal  nas  estruturas  de cobertura são exemplos dessas medidas.  No  ano  passado, o Governo Estadual, por meio das Secretarias da Habitação  e  do  Meio  Ambiente,  assinou  protocolo  de cooperação com as principais entidades da indústria da construção civil e do ramo imobiliário para promover o desenvolvimento sustentável do setor.
Em  2007,  também  foram  assinados  dois  documentos visando diminuir o impacto  causado ao meio ambiente com a construção de moradias de interesse social  viabilizadas  com  recursos do Estado. Tratam-se de um protocolo de cooperação assinado com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente pelo qual a CDHU  se  comprometeu a adotar critérios de preservação ambiental durante o projeto,  construção e habitação dos empreendimentos. Entre os compromissos assumidos  estão:  minimizar  os  resíduos de matéria-prima durante a obra; comprar insumos de empresas que respeitem protocolos de sustentabilidade da Secretaria  do  MeioAmbiente; utilizar madeira com certificado de origem; cobrar  regulagem  dos  veículos  de transportadoras de insumos; promover a destinação  adequada  de  resíduos de obras ou demolições; contribuir com a arborização  do  entorno  dos  conjuntos;  reflorestar  áreas de margens de cursos d’água existentes nos empreendimentos, entre outras.
O  outro  documento  assinado  é  um  termo  de cooperação firmado com o Instituto  de  Pesquisas Tecnológicas (IPT). O objetivo é unir conhecimento técnico,   recursos   materiais   e   financeiros   para  promover  estudos tecnológicos  voltados  ao  uso  racional de recursos naturais e ao emprego adequado de materiais nas construção da CDHU.

SH/CDHU
Comunicação Social

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