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terça-feira, 12 de maio de 2009

Policia Militar de Rancharia prende condenado capturado

A captura se deu em face dos avanços tecnológicos da Polícia Militar

A prisão se deu às dezessete horas do dia primeiro, quando policiais militares, em patrulhamento pela vicinal Rancharia a Osvaldo Cruz, procederam busca pessoal a ocupantes de um veículo Fiat Uno, e constataram que um de seus ocupantes, Jesus Cordeiro de Azevedo, conhecido por Zuza, era foragido da Justiça.   

Constatou-se que Jesus Cordeiro tinha sido condenado pela Justiça na cidade de Bauru, por ter praticado crime capitulado no artigo 214 do Código Penal Brasileiro e, ainda não tinha cumprido sua pena, de privação de liberdade. Em razão disso foi conduzido à delegacia de Polícia local e encaminhado à Justiça para cumprimento da pena a que foi condenado. A ação dos policiais militares só foi possível graças aos recursos disponíveis aos milicianos que, mesmo em ronda na viatura, conseguem com a integração de comunicação em rede ligada aos bancos de dados criminais de pessoas procuradas, fazer em tempo real consulta on line sobre a situação criminal da pessoa no momento averiguado pela guarnição policial. Dessa forma, mais um foragido foi recolhido atrás das grades para cumprimento de pena imposta pelo Estado e até então em liberdade no seio da sociedade. O caso foi registrado sob os boletins de ocorrências PM 478/2009 e da Polícia Civil 1261/2009. 

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João Ramalho festeja primeiro de maio

Da Correspondente Maria Madalena de Almeida
Mtb 49360
A data de primeiro de maio foi comemorada com festa em João Ramalho. Para homenagear o trabalhador, no dia do trabalho, um grupo se reuniu e organizou atividades que preencheram todo o dia. A festa realizada no complexo esportivo da Vila Santa Cruz, teve início com a missa campal, celebrada pelo pe. Mauro. Durante a celebração, pessoas da comunidade representaram os trabalhadores da lavoura, construção, saúde, educação etc. Ao final, a imagem de Nossa Senhora de Fátima passeou por entre os fiéis abençoando a todos.


Após a missa, teve início o torneio de futebol em duas categorias e torneio de truco em duplas. No período da tarde, as apresentações musicais e de dança deram sequência às atividades. Diversos artistas locais e de cidades vizinhas deram show na apresentação. A novidade da festa ficou por conta do boi no rolete servido aos presentes. O boi, que começou a ser preparado na tarde do dia anterior, foi servido acompanhado de arroz e refrigerantes. Uma fila enorme se formou, mas todos puderam saborear o almoço, cortesia de um pecuarista local e de pessoas da comunidade. À tarde foram distribuídos algodão doce e picolé. Houve ainda sorteio de prêmios entre os presentes e entrega de troféus aos artistas que se apresentaram e para as equipes vencedoras nos torneios. O grupo Amigos de João Ramalho, que organizou a festa, contou com o trabalho de diversas pessoas da comunidade no preparo do almoço, com a colaboração do comércio e de profissionais autônomos na doação de brindes, com a participação da equipe do Asilo São Vicente de Paulo, de Rancharia, que montou barraca para a venda de cerveja, e com o apoio da prefeitura municipal. Uma tenda montada na rua abrigou os fiéis durante a missa e durante as apresentações musicais. A criançada se divertiu no parquinho enquanto os adultos participavam das atividades ou curtiam as apresentações. O encerramento ficou por conta da dupla ranchariense João Márcio e Lafaete.
 

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Vereador analisa a situação dos sem-teto em Rancharia

“A TRIBUNA Regional” entrevistou o vereador Osvaldo Flausino Júnior a respeito da ocupação da área da antiga FEPASA, no bairro da Estação, pelos cidadãos sem-teto. Como se sabe, já faz dois meses que se deu essa ocupação e até o momento não foi encontrada uma solução definitiva para resolver o problema da ocupação e, por consequência, da acomodação das famílias acampadas em seus próprios lares. Eis a entrevista na íntegra: 
TR- Vereador, como você vê o movimento sem-teto em Rancharia?
OFJ - O movimento dos sem-teto é uma resposta da população carente de nossa cidade à ausência de uma política séria, honesta, responsável e de resultado na área da habitação em nosso município. Nos últimos vinte anos não conseguimos quase nada na área habitacional. Outras cidades vizinhas, que tiveram competência administrativa na área habitacional, passaram na frente de Rancharia. Como exemplo, cito a cidade de Paraguaçu Paulista e alerto para a cidade de Quatá. O movimento é uma atitude louvável que tem meu incondicional apoio.  

TR - Você julga importante o movimento social como manifestação da difícil situação em que se encontra a política pública de moradia?
OFJ - É importantíssimo o movimento social. Todas as conquistas do povo são com sacrifício, muito suor e, às vezes, com derramamento de sangue. A conquista do povo sempre foi penosa. Sabe por quê? O povo não tem dinheiro para bancar campanha política de ninguém. Os governantes de plantão só valorizam o povo em época de eleição. Infelizmente, o político (mau) sabe que o povo já não tem nada e o pouco que ele der e/ou fizer o povo fica satisfeito. Por isso, ele dá as migalhas, o resto, a sobra e pensa que está dando muito; quando dá e faz, pois às vezes só fica na promessa. Você conhece a qualidade das casinhas populares de Rancharia? Uma vergonha: casinhas de papelão. 
TR - Você acredita que a ocupação pelos sem-teto da área da antiga FEPASA pode sensibilizar as autoridades responsáveis?
OFJ - Acredito. Nós precisamos dar um destino social decente para aquele imóvel. E o pessoal que ocupa aquele imóvel está consciente de que ali não se tornará um favela; ao contrário, eles querem um estilo de moradia popular bonito para valorizar o bairro da Estação, tão esquecido por várias administrações municipais. É responsabilidade de todos nós; só que quem detém o poder da caneta é o poder executivo. 
TR - Existe alguma conotação política nessa ação dos sem-terra?
OFJ - Verdadeiramente, não. Só apoiei o movimento porque acredito nos movimentos sociais como uma forma responsável de mudar a história. Eu fui o elo do movimento com o prefeito Iéia. Há quanto tempo aquele imóvel está abandonado? A situação daqueles barracões não pode continuar como está. Não vai continuar. As outras cidades que possuem os mesmos imóveis que os nossos conseguiram dar um destino social decente para eles.  Por que Rancharia não pode dar? 
 

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